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	<title>Loucos por Coleções &#187; colecionar</title>
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		<title>Viagem sem fim</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 19:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lborn</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conhecer novos lugares é uma das grandes paixões de Sarah Oliveira, 30 anos, ex-VJ da MTV e repórter esporádica do programa Video Show, da Globo. Tanta vontade de abraçar o mundo – e no caso dela não é figura de linguagem – já a levou a mais de 50 países. Como lembrança de cada viagem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_545" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.loucosporcolecoes.com.br/wp-content/uploads/2010/04/colecao1.JPG"><img class="size-medium wp-image-545 " title="Sarah Oliveira" src="http://www.loucosporcolecoes.com.br/wp-content/uploads/2010/04/colecao1-300x225.jpg" alt="Sarah e suas memórias de viagens" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Sarah e suas memórias de viagens</p></div>
<p>Conhecer novos lugares é uma das grandes paixões de Sarah Oliveira, 30 anos, ex-VJ da MTV e repórter esporádica do programa Video Show, da Globo. Tanta vontade de abraçar o mundo – e no caso dela não é figura de linguagem – já a levou a mais de 50 países. Como lembrança de cada viagem, Sarah traz um livro de fotos, o que deu início a uma bela coleção. Para falar um pouco sobre ela, a ex-VJ recebeu a equipe do<em> Loucos </em>em seu apartamento, nos Jardins, em São Paulo.<br />
<strong><br />
De onde vem sua paixão por viajar?</strong><br />
A minha primeira viagem foi para os Estados Unidos com meus pais. Na adolescência, fiz intercâmbio em Dallas, também nos EUA. Além disso, morei em Londres, onde dançava balé pela <a href="http://www.rad.org.uk/ " target="_blank">Royal Academy of Dance</a>. Desde então, não parei mais de viajar!<br />
<strong><br />
E, de bailarina, como virou apresentadora de TV?</strong><br />
Adorava o balé, mas não dá para ser bailarina, exige muita disciplina e dedicação. Fora que sempre quis trabalhar com notícia e entrevistar pessoas. Mas foi boa essa mudança, porque já viajei muito a trabalho, principalmente pelo Video Show. Já fui pra Dublin, Amsterdã, Praga&#8230; E, de todos esses lugares, trouxe um livro de recordação! Pela MTV, não fui para lugares tão diferentes: era, por exemplo, ir para Nova York entrevistar a Britney Spears.<br />
<strong><br />
Você também viaja bastante por conta própria?</strong><br />
Sim, trabalho para viajar, na verdade. Como meu marido (Thiago Lopes, 34 anos, especialista em tecnologia da informação) e eu ainda não temos filhos, a gente faz questão de viajar duas vezes por ano para lugares diferentes, nunca repetimos o lugar! Nossa primeira viagem juntos foi em 2000, quando fomos para o Havaí. E aí ficou mais forte esse lance de trazer um livro de todos os lugares para onde vou, pois posso viajar de novo quando chego em casa! Tenho mais de 50 livros.<br />
<strong><br />
Dessa coleção, qual o livro que te traz melhores lembranças?</strong><br />
Não sei dizer, mas o meu preferido é um que comprei na Grécia, para onde fui em 2007. Gosto porque as fotos retratam as paisagens do país em preto-e-branco. E tenho duas viagens prediletas: quando fui sozinha para a Índia, onde comprei um livro cheio de fotos do Taj Mahal, e quando fui com o Thiago para Cuba. Ficamos um mês lá e foi muito especial. Quem é sensível e vai para lá, volta diferente. Não tem como não ser tocado pela história e pela realidade que os cubanos vivem.</p>
<div id="attachment_546" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.loucosporcolecoes.com.br/wp-content/uploads/2010/04/colecao4.JPG"><img class="size-medium wp-image-546" title="colecao4" src="http://www.loucosporcolecoes.com.br/wp-content/uploads/2010/04/colecao4-300x225.jpg" alt="Livros marcam as viagens de Sarah" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Livros marcam as viagens de Sarah</p></div>
<p><strong>Mas, afinal de contas, por que livros?</strong><br />
Tem gente que traz penduricalho, outras coisinhas. Prefiro livros. Neste ano, vou para o Egito e com certeza vou trazer mais um livro. É uma recordação. Gosto de descobrir a arte do lugar, as especificidades de cada país. E ainda posso rever o país quando quero. Quando recebo amigos em casa, dou uma folheada em alguns dos livros e mostro para onde fui e por que tal lugar é especial.<br />
<em><strong></strong></em></p>
<p>Siga a Sarah no Twitter: @oliveirasarah</p>
<p><em><strong>Por Leticia Born</strong></em></p>
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		<title>Mania hereditária</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 18:41:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lborn</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de Colecionador]]></category>
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		<description><![CDATA[Perfil do colecionador: Parece até tradição familiar: mãe, pai, avô, todos colecionadores. Rubens Bürgel, 39, administrador de empresas, e infectado pelo bichinho desse hobby, começou sua coleção de postais aos 14 anos. Desde então, o curitibano não sossegou e, hoje, é o brasileiro que mais realiza troca de postais na internet. Conheça sua história através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_390" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-390" title="DSC026002" src="http://www.loucosporcolecoes.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DSC026002-300x199.jpg" alt="Para Rubens, colecionar é um costume familiar" width="300" height="199" /><p class="wp-caption-text">Para Rubens, colecionar é um costume familiar</p></div>
<p><em><strong>Perfil do colecionador:</strong></em> <em>Parece até tradição familiar: mãe, pai, avô, todos colecionadores. Rubens Bürgel, 39, administrador de empresas, e infectado pelo bichinho desse hobby, começou sua coleção de postais aos 14 anos. Desde então, o curitibano não sossegou e, hoje, é o brasileiro que mais realiza troca de postais na internet. Conheça sua história através do depoimento que ele deu ao Loucos:</em></p>
<p>“É com bastante satisfação que vejo a atenção dada aos colecionadores neste blog, tratando-os com o respeito de quem preserva a história, e não como louco portadores de TOC. Apresento-me: meu nome é Rubens e desde jovem eu convivo com os mais diversos tipos de coleção. Meu avô tinha uma imensa coleção de pedras e de sambaquis originários de diversos sítios arqueológicos do sul do Brasil. Meu pai é colecionador de veículos antigos e miniaturas. Sua coleção de automóveis antigos chegou a contar com mais de 25 exemplares e, hoje, ele é um dos peritos homologados junto ao Detran-PR para avaliar os requisitos de originalidade daqueles que pretendem obter a placa preta dada aos veículos de coleção. Já a paixão da minha mãe é colecionar saleiros e pimenteiros, são mais de 75 modelos distintos. É fácil perceber que, neste ambiente, foi fácil que eu desenvolvesse o gosto por colecionismo e pela valorização do antigo.</p>
<p>Quando criança, tudo era brincadeira, colecionava chaveiros, adesivos, figurinhas, tampinhas, bonecos e rolhas. Mas com o passar do tempo, fui criando gosto por outras atividades e abandonei todas essas coleções. E aí vem o início de uma grande paixão: com 14 anos, comprei alguns postais para guardar lembrança de uma viagem para Bariloche. Como não tinha máquina fotográfica, me pareceu que guardar postais seria uma boa opção para manter vivas as imagens das paisagens que vivenciei. Então, começei a colecionar postais das minhas viagens. Daí para juntar uma grande quantidade foi um pulo, já que várias pessoas colaboravam com minha coleção. Mas a Internet foi igualmente útil, onde a troca, compra e solicitações para editores de novos postais é comum neste meio. O site <a href="http://www.postcrossing.com/" target="_blank">Postcrossing.com</a>, que permite a troca de postais, foi uma mão na roda, e acredito que, hoje, sou o brasileiro que mais realizou trocas no sistema. Hoje gosto de todos os tipos de postais: novos, usados, atuais, antigos, publicitários ou turísticos, enfim, todo e qualquer tipo de cartão postal, que chegam a mais de 135 mil unidades.</p>
<p>Além dessa coleção, também tenho que dividir grande parte do meu tempo livre com minha coleção de livros, que tem mais de 2100 exemplares. E não pára por aí: ainda compartilho com meus pais, coleções de relógios de parede, saleiros,  pimenteiros e bicicletas antigas&#8230;Sou um verdadeiro colecionador!”</p>
<p><strong><em>Você costuma colecionar alguma coisa? Conte para nós a sua história. Envie para colecionadores@abril.com.br ! Você pode ganhar um kit da <a href="http://www.abrilcolecoes.com.br/" target="_blank">Abril Coleções</a></em></strong> .</p>
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		<title>Quem disse que Natal só se comemora em dezembro?</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 19:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lborn</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_357" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class="size-medium wp-image-357" title="Walter" src="http://www.loucosporcolecoes.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Walter-200x300.jpg" alt="Árvore enfeitada o ano todo" width="200" height="300" /><p class="wp-caption-text">Árvore enfeitada o ano todo </p></div>
<p><em><strong>Perfil do colecionador:</strong> O consultor empresarial Walter Leite, 61, sempre teve afeição a colecionar objetos. Na adolescência, era fanático por copos e chegou até a surrupiar duas taças de cristal durante um vôo de uma companhia área – da qual preferimos não citar! Hoje, a história é outra: Walter tem fascínio por enfeites natalinos. O gosto por viajar o faz comprar uma peça diferente em cada país que visita, o que deixa sua árvore de natal &#8211; de mais de 2m de altura, enfeitadinha e bem cuidada o ano todo. Confira o depoimento que ele deu ao Loucos:</em></p>
<p>“Tudo começou no mês de julho de 1996 em uma viagem com minha esposa para os Estados Unidos e Canadá. Ao passar por uma cidadezinha chamada Niágara On The Lake no Canadá, vimos uma lojinha recheada de produtos natalinos. Entramos na hora e no meio do salão, lá estava: uma enorme árvore repleta de enfeites, feitos com os mais diversos materiais, cristais, muranos, vidros, porcelanas, ferro, cobre e resina. Alguns dos enfeites eram meramente decorativos, já outros, estavam – por sorte!, à venda. Quando minha esposa viu aquelas belíssimas peças penduradas e brilhando naquela árvore, não deu outra, as lágrimas rolaram no seu rosto e aí, iniciamos a aquisição das primeiras peças para nossa árvore de natal. Desde então, não paramos mais de trazer na bagagem, adornos e enfeites para decorá-la.</p>
<p>Tenho que admitir que a coleção começou porque eu já tinha uma certa tendência a juntar objetos, por exemplo, costumava colecionar canecas de cerveja e copinhos. Essa coleção, que hoje tem 90 peças, começou quando eu tinha 18 anos e fui servir no Exército Brasileiro. Logo no primeiro dia, recebi, além de pertences comuns que um recruta necessita para o dia a dia no quartel, um copo de porcelana puro para tomar água, tudo em 1968. Mas, hoje, a coleção a que eu mais me dedico é a de enfeites.</p>
<p>No início, nossa árvore não passava de um metro de altura, tinha poucas peças, todas comuns. Aos poucos, fomos investindo nela, e agora, ela tem 2.2m de altura e com mais de cem peças. Cada uma delas representa um povo, país, região ou cidade. São mais de 20 lugares que visitamos. Porém, eu e minha esposa temos uma regra: não recebemos enfeites de outras pessoas que viajaram, eles têm de ser fruto de nossa mania de comprá-los quando estamos viajando. Senão, não vale!</p>
<p>Em 2008, criamos uma nova regra: a cada final de ano, damos uma ou duas peças para nossos filhos, que já estão casados. De tanto eles perguntarem, quando pequenos, “o que vocês vão fazer com tudo isso no futuro?”, resolvemos, aos poucos, deixar para eles essa nossa linda coleção.”</p>
<p>* Walter até fez uma apresentação sobre sua coleção. Confira <a href="http://www.slideshare.net/Abrilcolecoes/coleo-de-enfeites-natalinos">aqui</a>!</p>
<p><strong><em>Você costuma colecionar alguma coisa? Conte para nós a sua história. Envie para colecionadores@abril.com.br ! Você pode ganhar um kit da <a href="http://www.abrilcolecoes.com.br/" target="_blank">Abril Coleções</a></em></strong> .</p>
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		<title>&#8220;Deixava minha mãe maluca com minha coleção!&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 17:36:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lborn</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Perfil do colecionador: O paulistano Bento Araújo, 32 anos, é jornalista e músico. “Compro LPs sem parar”, revelou à equipe do Loucos. Aqui, você confere o depoimento completo desse colecionador de LPs e revistas sobre música.
“Minhas aventuras no incrível universo colecionável começaram em 1984, quando tinha apenas 7 anos. Estava para acontecer a primeira edição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Perfil do colecionador:</strong> O paulistano <a href="http://www.poeirazine.com.br ">Bento Araújo</a>, 32 anos, é jornalista e músico. “Compro LPs sem parar”, revelou à equipe do Loucos</em><em>. Aqui, você confere o depoimento completo desse colecionador de LPs e revistas sobre música.</em></p>
<div id="attachment_211" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-211 " title="bento collector 011a" src="http://www.loucosporcolecoes.com.br/wp-content/uploads/2009/09/bento-collector-011a-300x200.jpg" alt="Orgulhoso de seus LPs" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Orgulhoso de seus LPs</p></div>
<p>“Minhas aventuras no incrível universo colecionável começaram em 1984, quando tinha apenas 7 anos. Estava para acontecer a primeira edição do Rock In Rio, e eu tinha caído de amores pela banda alemã <a href="http://www.the-scorpions.com/english/ ">Scorpions</a>. O clip da música Rock You Like A Hurricane passava direto na TV. Guardei a grana da mesada para comprar o LP deles. O mais engraçado é que eu era tímido e por isso pedi para a minha mãe cantarolar a música para o vendedor, que usava uma roupa de caubói supercafona, já que a loja se chamava Dallas!</p>
<p>Desde então, não parei mais. Tenho amigos que me trazem preciosidades do Japão e de todos os cantos do mundo. E, hoje, a internet também ajuda o colecionador de LPs a encontrar raridades, como alguns compactos.</p>
<p>Também sou viciado em revistas antigas, principalmente as de música. Tenho todas as raríssimas edições brasileiras da Rolling Stone lançadas em 1972. Também a Rock História &amp; Glória/Jornal de Música, Bondinho, Flores do Mal, Pop, Canja, Intervalo e outras&#8230; Na minha coleção, também tenho revistas americanas, como Circus e Hit Parade.</p>
<p>Já passei por alguns apuros e curiosidades por conta da minha coleção. Quando era garoto, fazia negociações de LPs que duravam mais de um dia, com amigos da escola. Isso deixava minha mãe maluca! Cheguei a dormir com um disco do lado da cama, tomar banho com LP (para lavá-lo no chuveiro com sabão de coco) e outras maluquices.</p>
<p>A banda que mais curto e coleciono é o <a href="http://www.grandfunkrailroad.com/station.htm ">Grand Funk Railroad</a>, norte-americana, que fez muito sucesso na primeira metade dos anos 70. Tenho seis edições diferentes dos álbuns deles, em prensagens brasileiras, americanas, inglesas, japonesas, peruanas, argentinas, italianas. Tenho cerca de 40 compactos diferentes da banda e também alguns piratas. Tudo o que vejo deles na minha frente, compro! Ainda me faltam algumas gravações em cartuchos* de oito pistas, itens completamente obsoletos, mas com um charme inigualável&#8230;”</p>
<p><strong>Saiba mais! </strong></p>
<p>Os cartuchos são dispositivos de registro de áudio semelhantes a uma fita cassete, mas de tamanho maior, comuns na década de 70. Eles eram interessantes, pois não era necessário rebobinar: assim que o cartucho atingia o fim, recomeçava automaticamente do princípio.</p>
<p><em><strong>Você costuma colecionar alguma coisa? Conte para nós a sua história. Envie para colecionadores@abril.com.br ! Você pode ganhar um kit da <a href="http://www.abrilcolecoes.com.br/" target="_blank">Abril Coleções</a></strong></em>.</p>
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		<title>Uma colecionadora de vazios</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 19:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Perfil da colecionadora: Céres Regina Perondi, 44 anos, mora em Treze Tílias, Santa Catarina, segundo ela, “uma pequena e linda cidade, colonizada por austríacos”. Casada, mãe de dois filhos e formada em Administração e Psicologia, Céres revela, abaixo, como começou sua inusitada coleção de frascos de perfume&#8230; vazios!
“Sabe aquela sensação que a gente tem quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if !mso]&gt;--><em><strong>Perfil da colecionadora:</strong> Céres Regina Perondi, 44 anos, mora em <a href="http://www.trezetilias.com.br">Treze Tílias</a>, Santa Catarina, segundo ela, “uma pequena e linda cidade, colonizada por austríacos”. Casada, mãe de dois filhos e formada em Administração e Psicologia, Céres revela, abaixo, como começou sua inusitada coleção de frascos de perfume&#8230; vazios!</em></p>
<div id="attachment_124" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-124" src="http://pre-prod.wpmuabrilcolecoes.abril.com.br/files/2009/08/frascos-21-225x300.jpg" alt="Céres e seus muitos frascos" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Céres e seus muitos frascos</p></div>
<p>“Sabe aquela sensação que a gente tem quando termina um frasco de perfume? Para mim, é similar àquela que tenho quando termino um livro: um vazio, uma tristeza, uma saudade. É a ausência de algo que até então me satisfazia e, por isso, tenho que dirigir meu olhar a outra coisa que me satisfaça. E a busca recomeça antes mesmo de seu fim, afinal, tenho que suprir a carência inerente ao humano, nesse caso, representada pela iminência da falta.</p>
<p>Foi então que percebi ser interessante ter uma coleção de vazios, representada por frascos de perfume que não precisariam necessariamente ser lindos ou caros, mas que tivessem sido caros no sentido de queridos. O armário do meu banheiro está cada dia mais cheio, enfeitado e recheado! Parece incrível a contradição, mas guardo um recheio de vazios.</p>
<p>Primeiro foi um frasco meu, aí comecei a pedir para todo mundo: mãe, irmãs, amigos e pessoas que conheço. Existe ainda uma particularidade: tenho que conhecer ou me relacionar de alguma forma com o “doador”. Jamais colocaria em minha coleção um frasco que achei no meio da rua, pois não teria significado.</p>
<p>Considero ter um grande poder de persuasão. A maioria dos “convidados a me dar um frasco” faz de tudo para acabar logo com a coisa, ou seja, eu fazendo pressão. Porém, existem alguns que não são tão desapegados e têm dificuldade em doar algo até então sem valor. Poucos perguntam sobre o porquê da coleção e, dentre eles, um número menor ainda entende.</p>
<p>Fico imaginando, daqui a 20 anos, minha sobrinha olhando para o frasco do perfume infantil que ela prontamente me trouxe, assinado. Ou meu filho mais velho se deparando com o frasco do caríssimo perfume que todo-adolescente-tem-que-ter. Ou ainda meu filho, hoje pequeno, vendo o frasco do seu primeiro “pixume”! Bom, de qualquer forma, meu epitáfio já está escolhido: “Aqui jaz uma colecionadora de vazios”.</p>
<p><em><strong>Você costuma colecionar alguma coisa? Conte para nós a sua história. Envie para colecionadores@abril.com.br ! Você pode ganhar um kit da <a href="http://www.abrilcolecoes.com.br/" target="_blank">Abril Coleções</a></strong></em> .</p>
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