
Árvore enfeitada o ano todo
Perfil do colecionador: O consultor empresarial Walter Leite, 61, sempre teve afeição a colecionar objetos. Na adolescência, era fanático por copos e chegou até a surrupiar duas taças de cristal durante um vôo de uma companhia área – da qual preferimos não citar! Hoje, a história é outra: Walter tem fascínio por enfeites natalinos. O gosto por viajar o faz comprar uma peça diferente em cada país que visita, o que deixa sua árvore de natal – de mais de 2m de altura, enfeitadinha e bem cuidada o ano todo. Confira o depoimento que ele deu ao Loucos:
“Tudo começou no mês de julho de 1996 em uma viagem com minha esposa para os Estados Unidos e Canadá. Ao passar por uma cidadezinha chamada Niágara On The Lake no Canadá, vimos uma lojinha recheada de produtos natalinos. Entramos na hora e no meio do salão, lá estava: uma enorme árvore repleta de enfeites, feitos com os mais diversos materiais, cristais, muranos, vidros, porcelanas, ferro, cobre e resina. Alguns dos enfeites eram meramente decorativos, já outros, estavam – por sorte!, à venda. Quando minha esposa viu aquelas belíssimas peças penduradas e brilhando naquela árvore, não deu outra, as lágrimas rolaram no seu rosto e aí, iniciamos a aquisição das primeiras peças para nossa árvore de natal. Desde então, não paramos mais de trazer na bagagem, adornos e enfeites para decorá-la.
Tenho que admitir que a coleção começou porque eu já tinha uma certa tendência a juntar objetos, por exemplo, costumava colecionar canecas de cerveja e copinhos. Essa coleção, que hoje tem 90 peças, começou quando eu tinha 18 anos e fui servir no Exército Brasileiro. Logo no primeiro dia, recebi, além de pertences comuns que um recruta necessita para o dia a dia no quartel, um copo de porcelana puro para tomar água, tudo em 1968. Mas, hoje, a coleção a que eu mais me dedico é a de enfeites.
No início, nossa árvore não passava de um metro de altura, tinha poucas peças, todas comuns. Aos poucos, fomos investindo nela, e agora, ela tem 2.2m de altura e com mais de cem peças. Cada uma delas representa um povo, país, região ou cidade. São mais de 20 lugares que visitamos. Porém, eu e minha esposa temos uma regra: não recebemos enfeites de outras pessoas que viajaram, eles têm de ser fruto de nossa mania de comprá-los quando estamos viajando. Senão, não vale!
Em 2008, criamos uma nova regra: a cada final de ano, damos uma ou duas peças para nossos filhos, que já estão casados. De tanto eles perguntarem, quando pequenos, “o que vocês vão fazer com tudo isso no futuro?”, resolvemos, aos poucos, deixar para eles essa nossa linda coleção.”
* Walter até fez uma apresentação sobre sua coleção. Confira aqui!
Você costuma colecionar alguma coisa? Conte para nós a sua história. Envie para colecionadores@abril.com.br ! Você pode ganhar um kit da Abril Coleções .

Comentários
Me considero amigo de Wálter e sua Família. Eu só não, minha Família também. Admiro o trabalho que ele faz como colecionador. Organizado, curioso, sabendo descobrir as lembranças em cada viagem que faz. Além disso, existem também no site panoramio as fotos by Wálter Leite, que são um primor. Parabéns pela publicação e outras matérias sobre o mesmo podem ser feitas.
Seu Walter como sempre muito organizado! Adora colecionar objetos, e em cada viajem que faz sempre tem o carinho de trazer mais uma peça para as suas coleções! Adorei ver a publicação, te admiro muito!
PARABENS!!!
Não é linda a árvore de Walter, quando eu era criança montavamos uma árvore em casa de dois metros, cheia de enfeites, era uma alegria que se espalhava por toda a familia. Já tive coleções de lápis e calendários, ainda preservo a selos. Só tenho dizer que os colecionadores são importantissímos para a História. Valeu Walter iniciativas assim embelezam o mundo e dissemina alegria a paz.
Fiz avaliação errada da matéria e não consegui arrumar. Foram quatro bolinhas, pois é muito legal quando lemos algo que nos faz lembrar dos tempos de criança.
Parabéns ao amigo Walter. Ele é um colecionador por natureza. Sua maior coleção é a de amigos. Tenho a satisfação de ser um deles. Já viajamos no Brasil e sou testemunha das suas buscas por objetos bacanas. Não esqueço do mapa-mundi em Porto Alegre, 2004…