Os tijolinhos que soltam a imaginação

Quando, em 1947, o carpinteiro dinamarquês Ole Kirk Christiansen, decidiu expandir seu negócio de brinquedos de madeira jamais imaginou o sucesso que a marca Lego faria. E tudo graças à aquisição de uma máquina capaz de fabricar tijolinhos de plástico, os famosos bricks que, em conjunto, podem se transformar em quase qualquer coisa. Para homenagear a marca que em 2012 completa 80 anos, a equipe do Loucos encontrou um brasileiro apaixonado por ela: o engenheiro Daniel França, 25 anos, que coleciona Lego desde os 6 e que reúne mais de 30 mil peças em sua casa, em Piracicaba, interior de São Paulo.

Daniel até fez uma graça com o seu Lego

Daniel até fez uma graça com o seu Lego

O primeiro Lego
O presente de aniversário de 6 anos foi inesquecível para Daniel. Ganhou da tia um carrinho de bombeiro feito de Lego que foi o ponto de partida da coleção. “Adorava olhar os catálogos da marca e ficava vidrado na vitrine das lojas”, conta. Aos 11 anos, ele comprou sozinho seu primeiro Lego, depois de juntar cinco meses de troco de supermercado que a mãe lhe dava. “Comprei um posto de gasolina maravilhoso”, relembra.

A paixão pelo brinquedo também aparecia nas tarefas escolares. Em vez de isopor, cola e papel crepom, Daniel abusava do Lego em suas maquetes. “Também usava as peças quando tinha que desenhar gráficos. Em vez de usar lápis e papel, utilizava os tijolinhos para fazer as barras de porcentagem.”

Nada de troca
Apesar do tamanho de seu acervo, Daniel não considera suas 30 mil peças uma quantidade impressionante. “Esse número é pouco se comparado a alguns colecionadores estrangeiros, que compram milhões de peças para montar réplicas de monumentos e outras estruturas grandes.” Para abastecer sua coleção, ele compra peças em lojas de brinquedos e leilões virtuais. A troca, porém, não é usual entre os colecionadores de Lego. “As pessoas criam um laço afetivo com os conjuntos de Lego e não querem se desfazer deles”, explica.

Daniel posa com seus tijolinhos

Daniel posa com seus tijolinhos

O maior desafio para Daniel hoje é adquirir mais conjuntos da linha Technic, que permite a montagem de robôs com sensores de luz e movimento. “Estou atrás também das réplicas de Lego motorizadas, como miniaturas de carros, guindastes e elevadores”, conclui.

Você conhece algum colecionador(a)? Conte para nós! Ele(a) pode figurar aqui no Loucos por Coleções! É só enviar para colecionadores@abril.com.br

Por Leticia Born

Enviar por e-mail

Comentários

  • Ana Cristina disse:

    Nossa muito legal a materia, acredito que o lego fez e faz a alegria de muitas crianças e adultos, alem de incentivar a criatividade e desenvolver habilidades.Quem nunca teve um lego??? Gostei muito.Parabens!

  • Ver todos os comentrios Fazer um comentrio

    Fazer um comentário

    Powered by WP Hashcash