O que é que esse paulista tem?

Na casa onde mora, no Tatuapé, bairro da Zona Leste, em São Paulo, Ricardo Kondrat guarda cerca de 2.500 itens referentes à pequena notável Carmem Miranda.
A primeira vez que a viu, tinha 15 anos. Foi à tarde, na TV. Ela cantava Enchiladas como se fosse mexicana, no filme “Morrendo de Medo”  (Scared Stiff, Paramount, 1953), estrelado por Dean Martin e Jerry Lewis. Ricardo ficou encantado por aquela versão americanizada, bem diferente da cantora cheia dos balangandãs de O que é que a baiana tem? (música de Dorival Caymmi, gravada em 1938, no filme brasileiro A Banana da terra, Sonofilms).
Quando essa sua paixão começou, em 1980, poucos garotos saberiam dizer quem era aquela baixinha que cantava em inglês, dançando sobre plataformas, equilibrando um turbante repleto de alegorias.
“Também, pudera! Carmen Miranda havia morrido 25 anos antes, era sucesso no tempo da minha mãe.”
O LP 20 Anos de Saudade – A pequena notável, de 1975, primeiro item da coleção, Ricardo garimpou na Praça da Sé seguindo a dica da mãe. Daí em diante seu acervo não parou de crescer – discos originais dos anos 30 e 40 (todos singles, com uma música de um lado e outra do outro lado do disco), revistas da época, cópias de certidões de nascimento e óbito, quadros, esculturas, camisetas, uma toalha, e até fotos dele com Aurora Miranda, irmã de Carmen,  e cantora de muito sucesso no rádio.
“Eu deixei de fazer e comprar muitas coisas para investir dinheiro nesta coleção, mas é muito prazeroso. Tenho saúde, paz, tranquilidade e a Carmen no meu coração.”
Como todo colecionador que se preze, Ricardo também possui itens que não troca e não ou vende por dinheiro algum: uma bolsa e dois tamancos usados por Carmen, além de uma foto autografada, tudo com certidões que comprovam a autenticidade das peças, devidamente registradas em cartório, emitidas pela família da cantora.
“Um dos maiores tesouros da minha vida de colecionador foi justamente poder conhecer a família de Carmen. Poucos tiveram esse privilégio”, conta Ricardo, que diz ter sido muito próximo dos irmãos da artista.
Tamanha admiração não é à toa: a portuguesa Maria do Carmo Miranda da Cunha, que o mundo conheceu como a “brasileira” Carmen Miranda, foi uma mulher à frente de seu tempo, uma artista completa. Tinha talento de sobra para cantar, dançar e atuar. Foi a primeira cantora de rádio a ter contrato assinado no Brasil, gravou 160 discos (quase 300 músicas), e em 1940 era a cantora mais bem paga dos Estados Unidos. Seu disco “Pra você gostar de mim (Taí)”, de 1938, vendeu mais de 35 mil cópias. Além disso, participou de 20 filmes e tem registradas as mãos e as solas das plataformas na Calçada da Fama, em Los Angeles.
“Por tudo o que ela fez, o recado que eu gostaria de deixar para outros fãs da Carmen é que mantenham a imagem dela viva.”
Para saber mais:
Museu Carmen Miranda
Av. Rui Barbosa, em frente ao nº 560
Parque do Flamento – Rio de Janeiro / RJ
De terça a sexta, das 10h às 17h
Sábado e Domingo, das 12h às 17h
Tel: (21) 2299-5586

Na casa onde mora, no Tatuapé, bairro da Zona Leste, em São Paulo, Ricardo Kondrat guarda cerca de 2.500 itens referentes à pequena notável Carmen Miranda.

Carmen Miranda na TV, na toalha, na camiseta... Em todos os lugares! (Foto: Michelle Navarro)

Carmen Miranda na TV, na toalha, na camiseta... Em todos os lugares! (Foto: Michelle Navarro)

A primeira vez que a viu, tinha 15 anos. Foi à tarde, na TV. Ela cantava Enchiladas como se fosse mexicana, no filme “Morrendo de Medo”  (Scared Stiff, Paramount, 1953), estrelado por Dean Martin e Jerry Lewis. Ricardo ficou encantado por aquela versão americanizada, bem diferente da cantora cheia dos balangandãs de O que é que a baiana tem? (música de Dorival Caymmi, gravada em 1938, no filme brasileiro A Banana da terra, Sonofilms).

Quando essa sua paixão começou, em 1980, poucos garotos saberiam dizer quem era aquela baixinha que cantava em inglês, dançando sobre plataformas, equilibrando um turbante repleto de alegorias.  “Também, pudera! Carmen Miranda havia morrido 25 anos antes, era sucesso no tempo da minha mãe”, lembra Ricardo.

O LP 20 Anos de Saudade – A pequena notável, de 1975, primeiro item da coleção, Ricardo garimpou na Praça da Sé seguindo a dica da mãe. Daí em diante seu acervo não parou de crescer – discos originais dos anos 30 e 40 (todos singles, com uma música de um lado e outra do outro lado do disco), revistas da época, cópias de certidões de nascimento e óbito, quadros, esculturas, camisetas, uma toalha, e até fotos dele com Aurora Miranda, irmã de Carmen,  e cantora de muito sucesso no rádio.

“Eu deixei de fazer e comprar muitas coisas para investir nesta coleção, mas é muito prazeroso. Tenho saúde, paz, tranquilidade e a Carmen no meu coração”, afirma.

Ricardo exibe plataforma que pertenceu a Carmen Miranda, doada pela família ao colecionador (Foto: Michelle Navarro)

Ricardo exibe plataforma que pertenceu a Carmen Miranda, doada pela família ao colecionador (Foto: Michelle Navarro)

Como todo colecionador que se preze, Ricardo também possui itens que não troca ou vende por dinheiro algum: uma bolsa e dois tamancos usados por Carmen, além de uma foto autografada, tudo com certidões que comprovam a autenticidade das peças, devidamente registradas em cartório, emitidas pela família da cantora.

“Um dos maiores tesouros da minha vida de colecionador foi justamente poder conhecer a família de Carmen. Poucos tiveram esse privilégio”, conta Ricardo, que diz ter sido muito próximo dos irmãos da artista.

As homenagens começam já do lado de fora do museu particular de Ricardo (Foto: Michelle Navarro)

As homenagens começam já do lado de fora do museu particular de Ricardo (Foto: Michelle Navarro)

Tamanha admiração não é à toa: a portuguesa Maria do Carmo Miranda da Cunha, que o mundo conheceu como a “brasileira” Carmen Miranda, foi uma mulher à frente de seu tempo, uma artista completa. Tinha talento de sobra para cantar, dançar e atuar. Foi a primeira cantora de rádio a ter contrato assinado no Brasil, gravou 160 discos (quase 300 músicas), e em 1940 era a cantora mais bem paga dos Estados Unidos. Seu disco “Pra você gostar de mim (Taí)”, de 1938, vendeu mais de 35 mil cópias. Além disso, participou de 20 filmes e tem registradas as mãos e as solas das plataformas na Calçada da Fama, em Los Angeles.

“Por tudo o que ela fez, o recado que eu gostaria de deixar para outros fãs da Carmen é que mantenham a imagem dela viva”, disse o colecionador.

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Michelle Navarro

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Para saber mais:

Museu Carmen Miranda

Av. Rui Barbosa, em frente ao nº 560

Parque do Flamento – Rio de Janeiro / RJ

De terça a sexta, das 10h às 17h

Sábado e domingo, das 12h às 17h

Tel: (21) 2299-5586

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Comentários

  • Felipe Godói disse:

    Ricardo, parabéns pela sua coleção! Realmente são necessários muita dedicação, organização e amor para manter tudo isso.
    Parabéns e continue assim!

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