O publicitário Agnelo Pacheco, 59 anos, é conhecido por criar slogans familiares aos brasileiros, como “Hope, a calcinha que mexe com a cabeça dos homens” ou “Tomou Doril, a dor sumiu”. Mas entre os amigos e clientes também é conhecido por sua coleção de corujas. Expostas em uma estante envidraçada em uma das salas de reunião de sua agência homônima, localizada na capital paulista, as 350 corujas de diversos materiais, tamanhos e cores não passam despercebidas. Saiba como começou essa paixão:

As corujas compõem a decoração da agência de Agnelo
Quando você deu início à coleção?
Foi meio sem querer. Ganhei a primeira coruja como brinde de final de ano de uma agência chamada Premium, no início dos anos 80. Sei que o bicho dá sorte, acho que é por isso que gosto, mas a maioria das corujas, eu ganhei.
Tem alguma preferida?
Gosto muito de uma que ganhei de uma amiga, feita de peças de relógio. Mas, para não sair comprando qualquer coisa, criei algumas regras…

Corujinhas para todos os gostos
Que tipo de regra?
Por exemplo, somente compro corujas quando viajo, se ficar mais de cinco dias na cidade. Porém, como toda regra, já a quebrei algumas vezes (risos). Também só adquiro aquelas que enriqueçam a coleção, que sejam diferentes, e, principalmente, que revelem um envolvimento do artesão na criação da peça. Outra regra que sigo é catalogar as corujas, especificando quando e de quem ganhei. Sei de cor quem me deu cada uma delas.
Por que as corujas ficam na agência?
Não tem um motivo específico. A coleção está aqui porque simplesmente está. Na verdade, ela não tem relação com a agência. É importante diferenciar a (agência) Agnelo do Agnelo. E essa coleção é do Agnelo. Acho interessante deixá-la aqui, porque os clientes chegam, ficam impressionados, se lembram de mim e acabam me trazendo novas peças de presente. Em 2006, o Clodovil, que era um amigo próximo, desenhou uma coruja para mim. Achei aquilo legal e guardei. De certa forma, as corujas contam a história da agência também…

Desenho feito por Clodovil
Saiba mais!
As corujas são tidas como símbolo da sabedoria pela cultura grega. No Brasil, a crendice popular diz que, se uma coruja pousar no teto de uma casa, significa que alguém irá morrer. Outra superstição garante que o animal é um símbolo da sorte e que possuir uma coruja afasta os maus espíritos e as energias negativas. Mas, para o bichinho dar sorte e trazer bons fluidos, ele precisa ser ganho ou achado, nunca comprado.
Por Leticia Born (leticia.born@abril.com.br)

Comentários
Tenho todos os LPs(vinil) do raul seixas inclusive o diario dele,estou um pouco apertado e pretendo repassa-lo. qquer interesse (48)84713200.
Olá, li que apenas compras suas corujas em viagens, contudo me senti tentada a comentar. Minha falecida avó tinha uma bela coleção de corujas, das quais boa parte se encontra neste blog. http://www.corujaecorujas.blogspot.com
Minha prima, Bianca, está administrando-o e a nossa intenção é vende-las para quem as adimire e cuide, visto que eram uma das paixões de nossa avó. Muitas tem histórias, ganhadas de amigos, dos netos, do marido… Espero que haja algum interesse. Desde já, agradecida.