Família que coleciona unida permanece unida

Cada membro da família com seu objeto predileto!

Cada membro da família com seu objeto predileto!

Você já pensou em quem está por trás do extenso trabalho de investigação da série de livros Guia dos Curiosos? Se apostou em alguém criativo, divertido e com faro para o inusitado, acertou. O autor é o jornalista Marcelo Duarte, 45 anos, que, além de colecionar curiosidades, tem paixão por coleções – de latas de Coca-Cola a girafas, passando por miniaturas de vilões e pandas. Ele não está sozinho nessa empreitada: seus três filhos e sua mulher também são colecionadores.

O mundo do colecionismo sempre foi familiar ao jornalista. “Meu pai guarda objetos da Segunda Guerra Mundial, e, junto com meus irmãos, colecionávamos selos e moedas”, conta. Ao ser destacado pela revista Placar para cobrir a Olimpíada de Seul (1988), a vontade de reunir objetos ressurgiu. “Naquela ocasião, conversei com o Guerrinha (Jorge Guerra, ex-jogador de basquete da seleção brasileira), que me disse que trazia uma latinha de Coca de cada lugar para onde viajava.” Inspirado por Guerrinha, Marcelo passou a guardar latinhas e outros objetos relacionados à Coca-Cola em casa. “Um dia, saímos para almoçar e pedi ao garçom um conjunto de giz de cera em formato de garrafa de Coca que eles davam para as crianças. E eu consegui!”, recorda.

Vermelho coca cola por todos os lados

Vermelho coca cola por todos os lados

Dez anos de girafas

Outra coleção, a de girafas, também começou por acaso. “Comprei uma girafinha em um aeroporto e minha mulher (a diretora de TV Maísa Zakzuk) tinha acabado de ganhar uma miniescultura do animal. Juntamos as duas, e hoje já são dez anos de coleção”, conta Marcelo, apontando para a estante com prateleiras de vidro repleta de miniaturas de girafas. As presenteadas por amigos ou adquiridas em viagens têm sabor especial. “Cada uma me traz uma lembrança”, confirma Maísa.

As girafinhas colorem a casa do casal

As girafinhas colorem a casa do casal

Diferentemente de Marcelo, Maísa não tinha o espírito de colecionar. Aos poucos, começou a enxergar o lado positivo do hábito e resolveu aderir. “Colecionar permite que você crie, se inspire e aprenda. Acredito ser uma maneira de se informar também.” Para o pequeno Antonio, de 3 anos, apaixonado por seus trenzinhos do desenho animado Thomas e seus amigos, tal aprendizado é nítido. “Ele agora sabe respeitar os objetos e sua organização”, atesta a orgulhosa mamãe.

De pai para filhos

Os filhos mais velhos de Marcelo também curtem juntar objetos: Beatriz, de 14 anos, está iniciando sua coleção de globos de vidro – desses que você chacoalha e a neve se espalha! Seu predileto é um com o Woody, o caubói da série de animação Toy Story, da Disney Pixar. “É difícil encontrar esses globinhos aqui no Brasil, a maioria comprei em viagens”, diz ela.

Já Rodrigo, de 18 anos, é fanático pelo basquete da NBA (associação norte-americana de basquete) e tem de tudo sobre seu time predileto, o Los Angeles Lakers: camisetas, recortes de jornal e toalhas, entre outros itens. Além de praticar o esporte, Rodrigo começou a se interessar pelo Lakers ao acompanhar uma partida do time, em Los Angeles, em 2004, junto com o pai. Antes de começar o jogo, ele foi escolhido pela organização para conhecer a quadra. “Não sei por que me escolheram, mas, junto com outras crianças, fui até lá, conheci alguns jogadores e, depois de três meses, recebi um álbum oficial, aqui em casa, com todas as fotos que tiramos”, relembra.

Pandas e vilões

A paixão de Marcelo por coleções se estende ainda a pandas e vilões. Sua editora, a Panda Books, criada em 1999, está repleta de, adivinhe?, pandas! “Queria batizar a editora com o nome de um bicho e escolhi o panda. Mas só fui conhecer o animal de verdade em um zoológico de Berlim, quando fui pra lá em 2006”. Além dos bichinhos, Marcelo e Rodrigo compartilham uma coleção de miniaturas de vilões de desenhos animados, como o Coringa, do Batman, e a Cruela Devil, de 101 Dálmatas. “Já que todos preferem os heróis, na hora da comprar as miniaturas, os vilões são sempre mais baratos. Por isso, eles são os nossos prediletos!”, explica Marcelo, para quem colecionar é antes de tudo uma diversão.

Por Leticia Born (leticia.born@abril.com.br)

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Comentários

  • Walter Leite disse:

    Parabéns para a família Marcelo Duarte. É muito bonita essa família unida pelo mundo da diversão e da arte de colecionar.
    PANDA BOOKS – Legal.

  • Beatriz disse:

    Parabéns pela ótima reportagem! Realmente colecionismo traz muitos benefícios. E mais ainda se for feito em família. :)

    Beijo

  • Achel Tinoco disse:

    José Mindlin, hein, quem foi?
    Um livro ou um homem?
    Ou teria sido um homem vestido de livro?
    Um livro com capa de homem, sem prefácio, sem palavras, sem epílogo.
    Muito mais: uma biblioteca de raro exemplar;
    Ele próprio passeando por entre os seus 40, 50 mil títulos;
    Um olhar sobre o conhecimento;
    O guardião apaixonado de uma galáxia literária;
    Um homem que não se precisa exemplificar;
    Um livro que não se acaba de ler.
    Ele é um livro, José!
    Uma biblioteca, Mindlin.

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