Ele adora maços…mas não fuma!

Alessandro mostra sua paixão pelos maços

Alessandro mostra sua paixão pelos maços

O que leva um não fumante a colecionar maços vazios de cigarro? O analista de qualidade Alessandro Lourenção, 31 anos, natural de Piracicaba, no interior de São Paulo, conta que tudo começou como brincadeira de criança. “Todos os garotos da minha idade faziam isso”, relembra ele, que em 25 anos juntou a incrível marca de 25 mil embalagens das mais variadas marcas.

Para chegar a esse número, Alessandro fez contatos com centenas de colecionadores, inclusive no exterior, e participa até hoje de encontros onde se compram, trocam e vendem embalagens. “Nesses eventos tenho a possibilidade de achar aquela embalagem tão desejada ou, então, a única que falta para completar uma série especial”, explica Alessandro.

A busca por peças inéditas, no entanto, não depende só das negociações com outros colecionadores. Muitas vezes é preciso ter sorte e estar atento às oportunidades. “Um dia, fui até uma loja de conveniência e, na hora de pagar, reparei que na gaveta do caixa havia algumas embalagens de cigarros. Descobri que o vendedor era colecionador, e iniciamos uma longa conversa sobre o assunto. No final, fui embora sem a compra que tinha feito na loja!”

De acordo com Alessandro, grande parte dos colecionadores prefere as embalagens mais antigas. “Existia uma preocupação com o design dos maços, que eram verdadeiros trabalhos artísticos”, define. Algumas das peças preferidas de seu acervo são históricas, como uma na qual cigarros eram enviados para os soldados russos durante a Segunda Guerra Mundial. Ou ainda a da Cigarros D. Pedro II, feita por uma fábrica de Pernambuco, em homenagem ao imperador Pedro II, quando de sua visita à cidade de Recife, no século XIX.

Fora as embalagens históricas, Alessandro revela preferência também pelas que trazem um toque de humor, como uma em forma de geladeira, feita de lata, que, ao ser aberta, acende uma lâmpada, dando a sensação de se tratar mesmo de um refrigerador. Em miniatura, claro.

Com um acervo tão vasto sobre um objeto aparentemente banal, muitos poderiam tratar a paixão de Alessandro como coisa de louco. Sim! Louco por Coleções, não à toa o nome do nosso blog. “Nós, colecionadores, até contamos com uma associação, a ACECA (Associação dos Colecionadores de Embalagens de Cigarros e Afins), que contribui para a divulgação e catalogação das embalagens, além de promover encontros em várias cidades do país”, diz Alessandro, orgulhoso de sua coleção.

Por Leticia Born (leticia.born@abril.com.br)

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Comentários

  • Jorge Stefanoni disse:

    Que honra amigo Toska, é com muito orgulho e satisfação que leio essa matéria. Um grande abraço, de um dos seus infinitos amigos/colecionadores.

  • jacques broder cohen disse:

    ALEXANDRE!
    que orgulho ver nesta publicação tão importante o retrato do grande colecionador e ainda maior ser humano que voce é!
    Nos todos,colecionadores,nos sentimos honrados por ser-mos representados por alguem como voce!
    Jacques

  • David Alecrim disse:

    Parabens pela iniciativa meu amigo.
    Você sempre será uma referência para nós.

    Um grande abraço

  • Luciano Rocha Pereira disse:

    Interessante a coleção de marcas de cigarro do Alessandro. A pessoa precisa ter bastante empenho e dedicação para chegar à vinte e cinco mil maços vazios… Parabéns pela matéria!

  • NELSON AUGUSTO GOIS disse:

    TENHO MAIS DE 500 EMBALAGENS DE CIGARRO, GOSTARIA DE VENDER,SÃO EMBALAGENS NA SUA MAIORIA DOS ANOS 40 ATE 90, SE ALGUEM ,SE INTERESSAR ENTRE EM CONTATO,ACEITO CONTRA OFERTAS.

  • nelson augusto gois disse:

    selma.e.nelson@hotmail.com, esse é meu email, obgda

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