A criatividade veio da toca do coelho

Perfil da colecionadora: A artista plástica Adriana Peliano, 36 anos, revelou ao Loucos de onde tira inspiração para suas obras: do universo ficcional de Alice, a menina que viaja ao País das Maravilhas na obra do escritor inglês Lewis Carroll. A paixão é tanta que Adriana tem mais de 300 itens sobre a personagem. Conheça essa história curiosa:
“A primeira Alice que conheci foi a do desenho de Hannah Barbera. Era uma Alice pós-moderna, que, em vez da toca do coelho, caía dentro de um aparelho de TV e encontrava o Fred Flintstone. Esse cruzamento de universos ficcionais conduz até hoje o meu interesse pela Alice. Também sou fascinada pelas viagens da personagem por outros reinos, como o do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato. A personagem Alice, de fato, conheceu Emília e Narizinho em algumas histórias do autor brasileiro, como observei neste artigo que escrevi intitulado “Aventuras de Alice no Sítio do Picapau Amarelo”.
Aos 9 anos, ganhei minha primeira edição de Alice, ilustrada por Nicolas Guilbert. Diferentemente da Alice loira e comportada retratada nos filmes da Disney, a do livro era morena e assustada, e logo me identifiquei com ela. Aos 15 anos, ganhei outra edição do livro, com um complexo prefácio do Sebastião Uchoa Leite que me revelou uma nova Alice, sob o prisma da semiótica, da psicanálise e da filosofia.
Na década de 90, fui a uma exposição de ilustradores de Alice em Brasília. Fiquei tão fascinada que decidi que, dali para a frente, iria ilustrar algumas edições do título e embarquei nessa viagem. Algumas ilustrações minhas foram exibidas em 1998 na Universidade de Christ Church, em Oxford, Reino Unido, onde Lewis Carroll trabalhou e viveu.
Decidi, então, me tornar membro de três sociedades internacionais dedicadas ao estudo e à divulgação da obra de Lewis Carroll, uma na Inglaterra, outra nos Estados Unidos e uma terceira no Japão. Naquele período, minha coleção de edições de Alice cresceu rapidamente, já que frequentava sebos e encomendava edições raras de várias partes do mundo.
Em 2009, decidi criar a Sociedade Lewis Carroll do Brasil para reunir outros “alicinados” como eu! Hoje, minha coleção tem cerca de 300 itens, entre livros sobre a vida e a obra de Lewis Carroll, edições de Alice, filmes e brinquedos. Tenho algumas edições raras como um fac-símile do manuscrito original de Alice, uma edição comemorativa que vem em uma linda caixa toda gravada em dourado.
Meu avô costumava dizer que devemos sempre trabalhar pensando em contribuir com o mundo. Por meio da Sociedade que fundei, compartilho o meu conhecimento e pesquisas sobre o tema com visitantes de diversos países que frequentam meus blogs e me escrevem pedindo referências e informações.”
Adriana entre suas edições de Alice

Adriana entre suas edições de Alice

Perfil da colecionadora: A artista plástica Adriana Peliano, 36 anos, revelou ao Loucos de onde tira inspiração para suas obras: do universo ficcional de Alice, a menina que viaja ao País das Maravilhas na obra do escritor inglês Lewis Carroll. A paixão é tanta que Adriana tem mais de 300 itens sobre a personagem. Conheça essa história curiosa:

“A primeira Alice que conheci foi a do desenho de Hannah Barbera. Era uma Alice pós-moderna, que, em vez da toca do coelho, caía dentro de um aparelho de TV e encontrava o Fred Flintstone. Esse cruzamento de universos ficcionais conduz até hoje o meu interesse pela Alice. Também sou fascinada pelas viagens da personagem por outros reinos, como o do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato. A personagem Alice, de fato, conheceu Emília e Narizinho em algumas histórias do autor brasileiro, como observei em um artigo que escrevi intitulado “Aventuras de Alice no Sítio do Picapau Amarelo”.

Alice em versão de Hannah Barbera

Alice em versão de Hannah Barbera

Aos 9 anos, ganhei minha primeira edição de Alice, ilustrada por Nicolas Guilbert. Diferentemente da Alice loira e comportada retratada nos filmes da Disney, a do livro era morena e assustada, e logo me identifiquei com ela. Aos 15 anos, ganhei outra edição do livro, com um complexo prefácio do Sebastião Uchoa Leite que me revelou uma nova Alice, sob o prisma da semiótica, da psicanálise e da filosofia.

Na década de 90, fui a uma exposição de ilustradores de Alice em Brasília. Fiquei tão fascinada que decidi que, dali para a frente, iria ilustrar algumas edições do título e embarquei nessa viagem. Algumas ilustrações minhas foram exibidas em 1998 na Universidade de Christ Church, em Oxford, Reino Unido, onde Lewis Carroll trabalhou e viveu.

Em Oxford, apresentando suas ilustrações

Em Oxford, apresentando suas ilustrações

Decidi, então, me tornar membro de três sociedades internacionais dedicadas ao estudo e à divulgação da obra de Lewis Carroll, uma na Inglaterra, outra nos Estados Unidos e uma terceira no Japão. Naquele período, minha coleção de edições de Alice cresceu rapidamente, já que frequentava sebos e encomendava edições raras de várias partes do mundo.

Em 2009, decidi criar a Sociedade Lewis Carroll do Brasil para reunir outros “alicinados” como eu! Hoje, minha coleção tem cerca de 300 itens, entre livros sobre a vida e a obra de Lewis Carroll, edições de Alice, filmes e brinquedos. Tenho algumas edições raras como um fac-símile do manuscrito original de Alice, uma edição comemorativa que vem em uma linda caixa toda gravada em dourado.

Meu avô costumava dizer que devemos sempre trabalhar pensando em contribuir com o mundo. Por meio da Sociedade que fundei, compartilho o meu conhecimento e pesquisas sobre o tema com visitantes de diversos países que frequentam meus blogs e me escrevem pedindo referências e informações.”

Conheça o blog de Adriana aqui!

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